Tessa – Perfil Especial e Estrutura para Telhados de Qualidade

Galvanização por imersão a quente é decisiva para o desempenho da estrutura metálica

Entenda as diferenças técnicas entre zincado, zinco-alumínio e Magnelis®

Em estruturas metálicas, a escolha do aço não termina na resistência mecânica. Em grande parte das aplicações, especialmente em ambientes externos ou agressivos, a vida útil da estrutura é definida pelo sistema de proteção contra corrosão. É nesse cenário que entram os aços revestidos por imersão a quente, amplamente utilizados em estruturas metálicas para telhados, estruturas fotovoltaicas fixas, carports, aviários, engradamento metálico e obras públicas.

Apesar de visualmente semelhantes, aços zincados, aços com ligas zinco-alumínio e aços Magnelis® apresentam comportamentos muito diferentes ao longo do tempo. Essas diferenças impactam diretamente a durabilidade, a necessidade de manutenção e o custo total de propriedade da estrutura metálica.

🔍 O que é galvanização por imersão a quente e por que ela funciona

A galvanização por imersão a quente é um processo industrial no qual o aço é mergulhado em um banho de metal fundido, formando um revestimento metálico contínuo e fortemente aderente à superfície. Esse revestimento atua como a principal barreira de proteção contra a corrosão em estruturas metálicas expostas ao tempo ou a ambientes agressivos.

O sistema de proteção funciona de forma complementar. De um lado, o revestimento cria uma barreira física que isola o aço do contato direto com o ambiente. De outro, ocorre a proteção catódica, na qual o zinco ou a liga metálica se corroem preferencialmente ao aço, protegendo o substrato mesmo em regiões cortadas, perfuradas ou danificadas durante a montagem.

A eficiência desse sistema depende de fatores técnicos bem definidos, como a composição química do revestimento, a espessura ou massa da camada aplicada, o ambiente de exposição e o detalhamento geométrico das peças que compõem a estrutura metálica.

🧱 Aços zincados com zinco puro e suas aplicações

Os aços zincados possuem revestimento composto basicamente por zinco puro, aplicado por imersão a quente conforme normas técnicas consolidadas. Trata-se de um sistema amplamente conhecido e utilizado no mercado brasileiro.

Do ponto de vista técnico, os aços zincados oferecem proteção anticorrosiva eficiente em ambientes de baixa a média agressividade, apresentam comportamento previsível ao longo do tempo e possuem boa relação custo-benefício quando corretamente especificados. São regidos por normas como ABNT NBR 7008, ABNT NBR 7013 e ABNT NBR 6323.

Esses aços são amplamente utilizados em engradamento metálico, estrutura metálica para telhado, estrutura metálica para casas populares e aplicações urbanas ou rurais com agressividade moderada. Quando a especificação considera corretamente o ambiente e a massa do revestimento, o aço zincado atende plenamente às exigências estruturais e de durabilidade dessas aplicações.

🌧️ Aços com ligas zinco-alumínio e o ganho de durabilidade

Os aços revestidos com ligas zinco-alumínio representam uma evolução técnica em relação ao zinco puro. A adição de alumínio ao revestimento modifica o mecanismo de corrosão e reduz significativamente a taxa de degradação do material ao longo do tempo.

O alumínio contribui para a formação de uma camada passiva mais estável, melhora o desempenho em ciclos de umidade e secagem e amplia a durabilidade em ambientes industriais e rurais mais agressivos. Como resultado, esses aços apresentam vida útil superior ao zincado convencional e maior estabilidade dimensional.

Esse tipo de revestimento é frequentemente especificado em estruturas fotovoltaicas fixas, estrutura metálica carport e estruturas externas de longa permanência, onde a durabilidade é um fator decisivo para a viabilidade econômica do projeto.

🧪 Magnelis® como evolução dos aços revestidos

O Magnelis® é um revestimento metálico composto por zinco, alumínio e magnésio, desenvolvido para elevar significativamente o desempenho anticorrosivo dos aços revestidos por imersão a quente. A presença do magnésio altera o comportamento eletroquímico do revestimento e favorece a formação de produtos de corrosão mais estáveis e aderentes.

Entre os principais diferenciais técnicos estão a taxa de corrosão significativamente menor, a capacidade de autorreparação em bordas cortadas e perfurações e o excelente desempenho em ambientes altamente agressivos. Mesmo com menores massas de revestimento, o Magnelis® alcança vida útil superior em comparação a outros sistemas.

Esse tipo de aço é amplamente utilizado em estruturas fotovoltaicas de solo, estrutura metálica para aviário, regiões litorâneas, áreas industriais e projetos que exigem alta durabilidade com baixa necessidade de manutenção.

📐 Como estimar tecnicamente a vida útil da galvanização

A vida útil de um revestimento metálico não é uma estimativa subjetiva. Ela pode ser calculada tecnicamente a partir da espessura ou massa do revestimento e da taxa de corrosão do ambiente, normalmente expressa em micrômetros por ano conforme a classe de corrosividade.

Em termos práticos, a vida útil estimada corresponde à divisão da espessura do revestimento pela taxa média de corrosão do ambiente. Ambientes mais agressivos apresentam taxas maiores, o que reduz a vida útil do revestimento e justifica tecnicamente o uso de soluções mais avançadas, como ligas zinco-alumínio ou Magnelis®.

🌪️ Ambiente de exposição é o fator decisivo na escolha do revestimento

Um erro recorrente em projetos de estruturas metálicas é definir o revestimento apenas com base no tipo de estrutura. Na prática, o fator decisivo é o ambiente de exposição, classificado por normas internacionais de corrosividade, que variam de C1 a C5.

Duas estruturas metálicas para usina solar, estruturalmente idênticas, podem exigir revestimentos completamente diferentes apenas em função do ambiente onde serão instaladas. Ignorar esse fator compromete diretamente a durabilidade e o desempenho da obra.

📄 Certificados de qualidade e rastreabilidade não são opcionais

Especificar corretamente o aço e o revestimento não é suficiente se não houver comprovação técnica do material fornecido. Por isso, a exigência de certificados de qualidade emitidos pela usina siderúrgica é uma prática básica de boa engenharia.

Esses documentos comprovam a composição química do aço, as propriedades mecânicas ensaiadas, o tipo e a massa do revestimento metálico, a norma técnica atendida e a rastreabilidade do lote. Em aços revestidos, pequenas variações na massa do revestimento podem gerar grandes diferenças de vida útil. Sem certificação, não existe garantia técnica de desempenho.

📌 Conclusão

Aços revestidos por imersão a quente não são todos iguais. Zincado, zinco-alumínio e Magnelis® representam níveis distintos de proteção, durabilidade e custo total de propriedade. Escolher corretamente o revestimento, com base em normas técnicas, ambiente de exposição e vida útil esperada, reduz riscos, minimiza manutenção e aumenta a previsibilidade do investimento.

Em engenharia, durabilidade não é suposição. É cálculo, especificação e comprovação.

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